Perhaps love is like a resting place, a shelter from the storm
It exists to give you comfort, it is there to keep you warm
And in those times of trouble when you are most alone
The memory of love will bring you home
Perhaps love is like a window, perhaps an open door
It invites you to come closer, it wants to show you more
And even if you lose yourself and don't know what to do
The memory of love will see you through
Love to some is like a cloud, to some as strong as steel
For some a way of living, for some a way to feel
And some say love is holding on and some say letting go
And some say love is everything, and some say they don't know
Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside, thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you
Love to some is like a cloud, to some as strong as steel
For some a way of living, for some a way to feel
And some say love is holding on and some say letting go
And some say love is everything, and some say they don't know
Perhaps love is like the ocean, full of conflict, full of change
Like a fire when it's cold outside,yeah,thunder when it rains
If I should live forever, and all my dreams come true
My memories of love will be of you
fib
Felicidade em boa conta Era uma vez um pequeno país que teve uma grande ideia: medir seu crescimento socioeconômico de acordo com indicadores do bem-estar individual de seus habitantes. Saiba como esse conceito inovador já está atraindo a atenção do mundo, incluindo o Brasil. Texto • Afonso Capelas JrEm certo dia do ano de 1986, no distante Butão – pequeno país encravado nas montanhas do Himalaia, onde atualmente vivem cerca de 700 mil habitantes, a maioria seguidora do budismo –, o rei Jigme Singye Wangchuck, de apenas 17 anos, questionado por um jornalista sobre a crise econômica que ameaçava seu reino, disparou: “Felicidade Interna Bruta [FIB] é mais importante que Produto Interno Bruto [PIB]”. O que – à primeira vista – poderia ser entendido apenas como uma frase de efeito de um nobre adolescente acabou por tornar-se a semente de um novo conceito para medir a saúde econômica e social de um país. “Naquele momento, nosso rei fez um importante alerta de como os indicadores do Produto Interno Bruto são frágeis”, observa o vice-presidente do Conselho Nacional do Butão, Dasho Karma Ura. “De fato, o mundo acumulou riquezas, mas não se pode dizer que estamos menos preocupados, tranquilos ou mais felizes.”Aos poucos, a ideia ultrapassou fronteiras para encontrar seguidores de peso em lugares bem distantes do Butão – como Canadá, União Europeia e Brasil. A própria Organização das Nações Unidas vem patrocinando conferências no intuito de internacionalizar os conceitos da FIB, que, em linhas gerais, são felicidade, bem-estar e qualidade de vida da população.Mas, afinal, como mensurar essa tal Felicidade Interna Bruta? Para responder a essa pergunta, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud) criou o Centro para os Estudos do Butão. Assim, depois de vários encontros entre especialistas do mundo inteiro, chegou-se a um consenso de nove parâmetros básicos de aferição. “Eles irão avaliar, rastrear e guiar o planejamento e desenvolvimento do nosso país”, completa Karma Ura. Mais: com base nesses novos paradigmas, os especialistas determinaram 73 variáveis de avaliação do grau de satisfação das pessoas nos âmbitos da objetividade e da subjetividade. Chega-se a um índice de medição entre 0 e 1. Hoje os butaneses gozam de uma FIB de 0,5, número considerado bom.Movimento crescenteNo Brasil, o interesse pelo tema vem crescendo desde o final do ano passado. Na ocasião, uma conferência realizada no Sesc Pinheiros, em São Paulo, reuniu mais de mil pessoas, entre elas economistas, sociólogos, políticos e curiosos. “Uma semana antes da conferência já não havia mais ingressos”, conta a psicóloga Susan Andrews, coordenadora da FIB no Brasil. “O conceito agrega valores que vão muito além do acúmulo de bens materiais, uma necessidade urgente no mundo atual. As pessoas estão exaustas e cada vez mais buscam uma nova direção, seja ela individual ou coletiva”, avalia.Susan nasceu nos Estados Unidos, mas fincou raízes no Brasil nos anos 90. Antes disso, porém, visitou a Índia e o Tibete. Nessa incursão pelo Oriente tornou-se monja e entrou em contato com as ideias ainda embrionárias do movimento. Hoje está sediada em Porangaba, cidade do interior paulista, onde fundou a Ecovila e o Parque Ecológico Visão Futuro, comunidade autossustentável na qual a água para o consumo vem da chuva e o alimento, das hortas comunitárias.Nos últimos meses, a coordenadora da FIB no Brasil tem recebido inúmeros e-mails de prefeituras, ONGs e empresas interessadas em aplicar a FIB. Angatuba, 220 km distante da capital paulista, foi a primeira no país a adotar os conceitos da Felicidade Interna Bruta, em abril do ano passado. Talvez em decorrência de ter aderido ao novo paradigma, foi classificada em segundo lugar no Projeto Município Verde, iniciativa do Governo de São Paulo que avaliou 332 cidades do estado no quesito de desenvolvimento sustentável. Santa Fé do Sul, no noroeste paulista, ficou em primeiro lugar. E a cidade de São Paulo em centésimo. A prefeitura da capital pensa, ainda para este ano, em fazer estudos de como implantar os parâmetros da FIB nas suas subprefeituras. Todo esse interesse anima Susan a repetir com gosto uma frase atribuída ao escritor francês Victor Hugo: “Não há nada mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou”.
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